sábado, 4 de junho de 2011

Verdades.


Estive analizando outro dia, vários grupos juvenis, ditos Católicos, missionários e incumbidos de levar a proposta do Reino e, nele o mistério da salvação aos corações de outros jovens.
É no mínimo intrigante! Bascamos alguns grupos que surgiram de uma doutrina alheia a da Igreja sem principio profetico, tão pouco, catequético. Grupos que se rotulam "pentecostais do Espírito" a fim de mergulhar em tais dons que, passam longe dos 7 dons ditos pela Igreja, dons do Espírito Santo. Grupos que buscam a vivência sacramental deixando passar por despercebido o Dom mais precioso que é a Sabedoria.
Grupos que buscam beber da fonte a Igreja em cálices de ouro sem dar valor ou, por vezes, sem dar conta de que alguém teve que ir no poço buscar daquela água ou até mesmo furar um poço pra ter acesso àquela água. Grupos superficiais que esqueceram ou entenderam por bem deixar o aspécto missionário da Igreja e pautaram-se em abraços carentes, fantasia em nome de Deus, lágrimas fundamentadas na crise da adolescência que, diga-se por passagem, todos passam. Se esqueceram ou não fizeram questão de entender que o Espírito de Jesus guia a unidade da Igreja, que manifesta seus Dons no meio de uma vida comunitária e que nela, se sustenta o princípio e a finalidade da Igreja.
Hoje, 11 de Julho, festa de Pentecostes, Roguemos a Deus que nos agracie com o dom da Inteligência e da fé Racional pautada no Amor. Só nessa verdade, podemos deixar de construir Heresias em nome do Espírito Santo e, entender que neste princípio, o Reino de Deus se concretiza e alcançamos então, o tão sonhado Projeto do Pai.
Juventude, voltemos nossos olhos ao Altar do Sacrifício e nEle, trabalhemos para que sejamos dignos de nos aproximar da mesa da partilha. Que aquele Pão descido do céu, não seja motivo de condenação, mas de motivo e força pra Edificar através do Espirito, o sonho fraterno de Jesus.

Continua, Senhor














Continua Senhor, teu projeto de Amor em mim.

A criação não terminou, Tu continuas Criador.
Continua Senhor, do teu jeito a me construir
barro que sou, terra que sou, a suas mãos me moldarão.
Sei que serei como queres que eu seja,
Um dia desses vou ser mais Igreja.
Um dia desses me converterei e então profetizarei.
Continua, Senhor, incistindo em me questionar
meu coração ja entendeu, mas não consegue ser só Teu.
Continua Senhor, não me deixes me acomodar.
Chama outra vez, mais uma vez
Já fui vencido pelo Amor.
Sei que serei como queres que eu seja
Um dia desses vou ser mais igreja
Um dia desses me converterei e então profetizarei.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Graça sobre Graça.


Graça admirável foi a graça que me deste.
Eu tão pecador e Tu, Senhor, tão meu amigo e tão meu Pai.
Eu que não sabia onde achar a minha paz,
Hoje eu sou feliz e tenho a paz e muito mais.

Sei que me perdi quando escutei outras palavras.
Todos me diziam que é feliz quem segue sempre o coração.
Mas o coração ja me enganou mais de uma vez.
Hoje eu quero ouvir o sentimento e a razão.

Fui tão incensato que escolhi o meu pecado.
Eu sabia o certo e o errado mas teimava em arriscar.
Tive o que eu queria mas perdi a minha paz,
Hoje me possuo e não desejo nada mais que a tua Paz.

Quando eu te deixei, deixei também de ser pessoa.
Fui perdendo a graça, o equilibrio quando quis viver sem ti.
Já nem te buscava e já nem tinha religião.
Hoje eu rezo muito e tenho mais, tenho a Paz no coração.

quinta-feira, 3 de março de 2011

São José, modelo para os pais e para todo cristão (Bento XVI)


Amados Irmãos no Episcopado,Queridos irmãos e irmãs!
Louvado seja Jesus Cristo que hoje nos reuniu neste Estádio, para nos fazer penetrar mais profundamente na sua vida. Jesus Cristo reúne-nos neste dia em que a Igreja, aqui nos Camarões como em toda a terra, celebra a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Começo por desejar uma festa feliz a todos aqueles que, como eu, receberam a graça de ter este belo nome e peço a São José que lhes conceda uma protecção especial guiando-os para o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida. Saúdo também as paróquias, as escolas e os colégios, as instituições que têm o nome de São José. Agradeço a D. Tonyé Bakot, Arcebispo de Yaoundé, as suas amáveis palavras e dirijo uma calorosa saudação aos representantes das Conferências Episcopais da África que vieram a esta cidade para a publicação do Instrumentum laboris da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.
Como podemos entrar na graça específica deste dia? Daqui a pouco, na conclusão da Missa, a liturgia desvendar-nos-á o ponto culminante da nossa meditação, quando nos convidar a dizer: «Por este alimento recebido no vosso altar, Senhor, saciastes a vossa família, feliz por festejar São José; defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes». Como vedes, pedimos ao Senhor para guardar sempre a Igreja sob a sua constante protecção – e fá-lo! –, precisamente como José protegeu a sua família e velou sobre os primeiros anos de Jesus menino.
O Evangelho acaba de no-lo recordar. O Anjo tinha-lhe dito: «Não temas receber Maria, tua esposa» (Mt 1, 20), e foi exactamente o que ele realizou: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor» (Mt 1, 24). Por que motivo quis São Mateus anotar esta fidelidade às palavras recebidas do mensageiro de Deus, senão para nos convidar a imitar esta fidelidade cheia de amor?
A primeira leitura que acabámos de ouvir não fala explicitamente de São José, mas ensina-nos muitas coisas a respeito dele. O profeta Natã vai dizer a David, por ordem do próprio Senhor: «Estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti» (2 Sam 7, 12). David deve aceitar morrer sem ver a realização desta promessa, que se há-de cumprir «quando chegar ao termo dos [seus] dias» e «repousar com os [seus] pais». Vemos, assim, que um dos anseios mais vivos do homem, ou seja, ser testemunha da fecundidade da sua acção, nem sempre é atendido por Deus. Penso naqueles de vós que são pais e mães de família: cultivam muito legitimamente o desejo de dar o melhor de si mesmos aos seus filhos e querem vê-los chegar a um verdadeiro sucesso. Todavia é preciso não fazer-se ilusões sobre tal sucesso: o que Deus pede a David é que tenha confiança n’Ele. David não verá com os próprios olhos o seu sucessor, aquele que terá um trono «estável para sempre» (2 Sam 7, 16), porque este sucessor anunciado sob o véu da profecia é Jesus. David teve confiança em Deus. De igual modo, José tem confiança em Deus, quando ouve o Anjo, seu mensageiro, dizer-lhe: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Na história, José é o homem que deu a Deus a maior prova de confiança, precisamente face a um anúncio tão assombroso.
E vós, queridos pais e mães de família que me ouvis, tendes confiança em Deus que faz de vós os pais e as mães dos seus filhos de adopção? Aceitais que Ele conte convosco para transmitir aos vossos filhos os valores humanos e espirituais que recebestes e que hão-de fazê-los viver no amor e no respeito do seu santo Nome? Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escrúpulos procuram impor o reino do dinheiro desprezando os mais indigentes, deveis estar muito atentos. A África em geral e os Camarões em particular correm perigo se não reconhecem o Verdadeiro Autor da Vida! Irmãos e irmãs dos Camarões e da África, que recebestes de Deus tantas qualidades humanas, tende cuidado das vossas almas! Não vos deixeis fascinar por falsas glórias e falsos ideais! Crede, sim, continuai a crer que Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, é o único que vos ama como vós o esperais, a crer que Ele é o único que pode satisfazer-vos, que pode dar estabilidade às vossas vidas. Cristo é o único caminho de Vida.
Só Deus podia dar a José a força para dar crédito às palavras do Anjo. Só Deus vos dará, amados irmãos e irmãs que sois casados, a força de educar a vossa família como Ele o quer. Pedi-Lho! Deus gosta que se Lhe peça o que Ele quer dar. Pedi-Lhe a graça de um amor verdadeiro e cada vez mais fiel, à imagem do seu amor. Como magnificamente diz o Salmo, o seu «amor está edificado para todo o sempre e a [sua] fidelidade alicerçada nos céus» (Sal 88, 3).
No vosso país e no resto da África, tal como noutros continentes, a família conhece efectivamente um período difícil que a sua fidelidade a Deus ajudará a superar. Alguns valores da vida tradicional foram perturbados. As relações entre as gerações alteraram-se de tal maneira que já não favorecem como antes a transmissão dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdade dos antepassados. Muitas vezes, assiste-se a um êxodo rural comparável ao que viveram numerosos períodos humanos. A qualidade dos vínculos familiares resulta profundamente afectada. Desenraizados e fragilizados, os membros da jovens gerações, muitas vezes sem um verdadeiro trabalho, procuram remédio para a sua vida infeliz refugiando-se em paraísos efémeros e artificiais importados, que, como se sabe, nunca chegam a assegurar ao homem uma felicidade profunda e duradoura. Às vezes o homem africano é constrangido a fugir para fora de si mesmo e a abandonar tudo o que constituía a sua riqueza interior. Confrontado com o fenómeno duma urbanização galopante, ele abandona a sua terra, física e moralmente, não já como Abraão para responder ao chamamento do Senhor, mas para uma espécie de exílio interior que o afasta do seu próprio ser, dos seus irmãos e irmãs de sangue e do próprio Deus.
Trata-se de uma fatalidade, de uma evolução inevitável? Certamente não! Mais do que nunca, devemos «esperar contra toda a esperança» (Rm 4, 18). Quero aqui prestar homenagem, com admiração e reconhecimento, ao notável trabalho realizado por inúmeras associações que encorajam a vida de fé e a prática da caridade. Deus as cumule de graças! Encontrem na Palavra de Deus um renovado vigor para levar a bom termo todos os seus projectos ao serviço de um desenvolvimento integral da pessoa humana na África, nomeadamente nos Camarões.
A primeira prioridade consistirá em dar novamente sentido ao acolhimento da vida como dom de Deus. Segundo a Sagrada Escritura tal como na melhor sabedoria do vosso continente, a chegada de uma criança é uma graça, uma bênção de Deus. Hoje a humanidade é convidada a mudar o seu olhar: com efeito, todo o ser humano, mesmo o mais humilde e pobre, é criado «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1, 27). Deve viver! A morte não deve prevalecer sobre a vida! A morte não terá jamais a última palavra!
Filhos e filhas da África, não tenhais medo de crer, esperar e amar, não tenhais medo de dizer que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que só por Ele podemos ser salvos. São Paulo é o autor inspirado que o Espírito Santo concedeu à Igreja para ser o «mestre dos gentios» (1 Tm 2, 7), quando nos diz que Abraão, «esperando contra toda a esperança, acreditou que havia de ser pai de muitas nações, conforme tinha sido anunciado: “Assim será a tua descendência”» (Rm 4, 18).
«Esperando contra toda a esperança»: não é uma magnífica definição do cristão? A África é chamada à esperança através de vós e em vós. Com Cristo Jesus, que calcou o solo africano, a África pode tornar-se o continente da esperança. Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um e cada uma de vós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um e cada uma de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário connosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.
Amados irmãos e irmãs, de todo o coração vos repito : como José, não tenhais medo de tomar Maria convosco, isto é, não temais de amar a Igreja. Maria, mãe da Igreja, ensinar-vos-á a seguir os seus Pastores, a amar os vossos bispos, os vossos presbíteros, os vossos diáconos e os vossos catequistas, e a seguir aquilo que vos ensinam e a rezar pelas suas intenções. Vós que sois casados, olhai o amor de José por Maria e por Jesus; vós que vos preparais para o casamento, respeitai a vossa ou o vosso futuro cônjuge como fez José; vós que vos consagrastes a Deus no celibato, reflecti sobre a doutrina da Igreja nossa Mãe: «A virgindade e o celibato por amor do Reino de Deus não só não se contrapõem à dignidade do matrimónio, mas pressupõem-na e confirmam-na. O matrimónio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo» (Redemptoris custos, 20).
Queria ainda dirigir uma exortação particular aos pais de família, uma vez que São José é o seu modelo. Este santo revela o mistério da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de nós. São José pode ensinar-lhes o segredo da sua própria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Também cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados à semelhança e imagem d’Ele. São José foi o esposo de Maria. Também cada pai de família se vê confiar-lhe o mistério da mulher através da própria esposa. Como São José, queridos pais de família, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presença, para Deus onde eles devem estar (cf. Lc 2, 49).
Finalmente, a todos os jovens aqui presentes, dirijo uma palavra amiga e encorajadora: diante das dificuldades da vida, não percais a coragem! A vossa existência tem um valor infinito aos olhos de Deus. Deixai-vos agarrar por Cristo, aceitai dar-Lhe o vosso amor e – porque não! – vós mesmos no sacerdócio ou na vida consagrada. É o serviço mais alto. Às crianças que já não têm um pai ou que vivem abandonadas na miséria da estrada, àquelas que foram violentamente separadas dos seus pais, maltratadas e abusadas, e incorporadas à força em grupos militares que imperam em alguns países, quero dizer: Deus ama-vos, não vos esquece e São José vos protege. Invocai-o com confiança.
Deus vos abençoe e guarde a todos. Conceda-vos a graça de caminhar fielmente para Ele. Dê a estabilidade às vossas vidas para recolher o fruto que Ele espera de vós. Faça de vós testemunhas do seu amor aqui, nos Camarões, e até aos confins da terra. Com fervor, peço-Lhe que vos faça saborear a alegria de Lhe pertencer, agora e pelos séculos dos séculos. Amem.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Maldita partilha.

Amor meu,
se estou embaixo do vai e vêm de tuas pernas
Se estou afundado num vai e vêm de quadris.
Você é o céu, meu céu
Amor fugitivo,
Me tomas, me deixas, me espreme e me atiras a um lado.
Te vais a outros céus e regressas como os beija-flores.
Me tens como um cachorro a teus pés.
Outra vez minha boca insensata
Volta a cair em tua pele
Volta a mim tua boca e provoca
Volto a cair de teus peitos a teu par de pés.
Lábios compartilhados,
Lábios divididos meu amor.
Eu não posso compartilhar teus lábios.
Nem compartilho o engano,
Nem compartilho meus dias nem a dor.
Eu não posso compartilhar teus lábios,
Oh amor, oh amor,
Compartilhado.
Amor mutante
Amigos com direito e sem direito de te ter sempre
E sempre tenho que esperar paciente
Pela parte que me sobra de você
Relâmpagos de álcool
As vozes sós choram no sol
Minha boca em chamas torturada,
Me despes anja fada logo te vai.
Outra vez minha boca insensata
Volta a cair em tua pele de mel
Volta a mim tua boca dói
Volto a cair de teus peitos a teu par de pés.
Lábios compartilhados,
lábios divididos meu amor.
Eu não posso compartilhar teus lábios.
Nem compartilho o engano,
Nem compartilho meus dias
Nem a dor.
Já não posso compartilhar teus lábios,
Que me parta um raio
Que me enterre o esquecimento, meu amor!
Mas não posso mais
Compartilhar teus lábios
Compartilhar teus beijos,
Lábios compartilhados!
Te amo com toda minha fé, sem medida
Te amo ainda que estejas compartilhada
Teus lábios têm o controle.
Te amo com toda minha fé sem medida
Te amo ainda que estejas compartilhada
E você segue com o controle, controle...

tamara-el gato que esta triste y azul