segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dias

Talvez estejamos enganados!
Talvez o sonho veio como de galope
e fez acreditar que eram mesmo moinhos de vento!

Quando o sentimento atinge um coração transparente,
a Eternidade acontece.

E o eterno pode acontecer em um minuto,
ou no minuto de uma vida inteira.

Ainda acredito na cronologia providencial,
na intensidade
e na admiração.
Ainda é essencial que haja, como pilar.

Dias melhores.

Dias.






terça-feira, 19 de junho de 2012

Do fundo do meu coração...


"Mas a vida não é bem assim, né...
De vez em quando a gente tem momentos na vida que
a bronca é muito grande.
E essa canção, com certeza, eu fiz num momento de muita tenção,
pra não se deselegante."


Nunca quis viver ou cantar essa música.
Sempre acreditei na eternidade.
Um Amor sacramentado,
jogado de escanteio.
Acho que foi apenas por mim sacramentado.
Mas ainda acredito na Vida,
e na lógica do Amor.
Continuar seria ir contra tudo o que acredito.



                                



"Mais uma vez, aqui, olhando as cicatrizes deste Amor.
Eu vou ficar aqui,
E sei que vou chorar a mesma dor.
Agora eu tenho que saber o que é viver sem você."















segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Maestro



Música.
Quem sabe o que ela é
consegue entender a transcendência do Criador
em cada som desta terra.
A transcendência do Divino em nossas vidas
nasce da harmonia
E música é, basicamente, harmonia.
O universo é harmônico
a vida é harmônica.
A criação nasce da harmonia de corações.
Amanhecemos e anoitecemos em harmonia
com a vida e com a morte que também é vida.
Na dança da nossa história,
compreendemos o ciclo harmônico
que rege nossa existência.
E ela só acontece,
porque o canto criador de Deus
ecoa sobre cada orbita, nuvem de poeira e constelação.
Mente, olhar, horizonte e coração.
Se fechamos os ouvidos, não ouvimos a canção de paz.
Deus é o maestro da grande orquestra.
Nós, os instrumentos dessa orquestra.
Que produz o som, regido e pedido
pelo amoroso Maestro (Mestre).
Deus existe, é criador, músico e por isso, Artista!
Louvado seja por tão grande Amor!

sábado, 14 de abril de 2012

Vida, quem é digno dela?

Colegas,
Disponibilizo aqui duas histórias de extremo pontos que assolou nosso país por esses dias.
Como acompanhamos por televisão e jornal, discuções e pontos de vista sobre o que chamamos de Vida. Alguns até arriscam dizer quem é merecedor dela ou não.
Lamentável ver nosso país solucionar problemas com a morte, enquanto poderia ser o povo educado sobre o que é Anencefalia e nós, Estado, investir em tratamentos psicológicos para mãe e para a família. Mas como sabemos, é claro que isso custa dinheiro e não interessa ao Estado investir nesses assuntos. Fará falta nos cofres públicos, logo, no bolso dos que tem o segredo desse cofre. Assim, preferem resolver o assunto com a morte.

Bem, coloco a disposição de vocês esse material:


Flores de Marcela:

Este vídeo apresenta a história de uma criança diagnosticada anencéfala, a Marcela.
É importante observar o que sustenta essa família e os motivos que levaram a MÃE acolher sua filha.
As recomendações do pai e união familiar estruturada foram ímpar para a edificação desse lar.



Uma História Severina:

Neste outro vídeo retrata a história de um casal do interior do Pernambuco.
Gente simples, desenganada e vítima da burocracia estatal.
Na época do ocorrido (ano de 2004), não havia sido ainda legalizado o infanticídio (assassinato de crianças em massa).
Por isso, se acentua a dor dessa mulher simples que descrente da Vida, opta antecipar o parto imaginando que de qualquer forma seu filho nasceria morto.
Em qualquer aborto, é lógico que a criança nasce morta. Triste desengano.
Sabemos que essas crianças podem sim nascerem vivas, como no caso da Marcela.



Diante dessas histórias que já de muitos arrancaram lágrimas, vamos marginalizando o que de fato significa a vida. Entendemos um pouco mais a posição de alguns que como pai tem a coragem de defender alguém que poderia ser seu filho. Criamos uma visão crítica diante da posição de alguns outros que não gostam de discutir esse assunto e corta a conversa no meio,
Entendemos o espírito de "advogado do diabo" de outros ao questionar os demais sobre o que é a vida e do que é capaz o amor de uma mãe. De dois ou três que não sabia do que estava acontecendo. Da arrogância de quem tem um diploma na mão e se acha hapto para chamar os demais de ignorantes. Da mulher que se iguala ao arrogante quando menospreza a palavra do homem no tocante em relação à sentimento de paternidade. E percebemos que não dá pra mandar um homem calar a boca porque ele não é mãe.
Assim, entendemos por fim, o silêncio da maioria que, como milhares de brasileiros, não se posicionam diante dessa questão e de tantas outras.
Não tomam partido porque posicionar-se custa. Nos exige compromisso com nossa palavra e muitos não estão dispostos a isso.
Muito mais que defender ou criticar a ação, é saber com o que estamos nos dando.
O nosso silêncio financia de qualquer forma um assassinato:
Tanto na manutenção de uma aborto clandestino,
quanto, como na recente lei, o aborto de anencéfalos e outros.
Não falo de posicionamento religioso ou ideológico.
Falo de sermos coniventes ou não com a realidade que, pelo silêncio, concordamos ser: Assassinos, financiadores de assassinatos. Diga-se de passagem, passamos todos nós a ser, depois do dia 12 de Abril de 2012, mais indignos que o traficante que mata em silêncio o filho do vizinha.
Lembrando que não dá pra pensar em dignidade da gestante, quando ela se torna indigna quando opta a morte. Tão pouco, falar de Aborto sem falar de assassinato. Porque se não há vida, não há aborto.
Logo, promovemos, muitos sem saber, um assassinato reconhecido e confirmado pela nossa Suprema Corte de Justiça.
O que temos haver com isso?
O nosso silêncio responde.

sábado, 7 de abril de 2012

"Amor é graça, amor é força, Amor é Luz.
Não é vaidoso, não derruba, não seduz.
Não sente inveja, nem orgulho, nem rancor
sabe perder mas não se sente perdedor.
Amor aplaude mas educa o vencedor
Amor perdoa mais educa o "pecador".
Não atrapalha, não bloqueia, faz andar.
Espera e crê porque o amor sabe esperar.
Vem do passado mas não é ultrapassado
Tem seus limites, o saber e a religião
Mas o Amor aí não acaba nunca não.
Agora vemos por imagens ou sinais
Mas o Amor é muito mais.
Há mil verdades do outro lado da janela
mas o Amor é a maior de todas elas."




domingo, 11 de março de 2012

Sinais


Sinais.
Como é confortante e singelo as formas
que Deus usa pra nos mostrar que está presente,
em nosso meio.
São vidas que nos ajudam a imaginar o rosto e
as mãos de Deus.
Santos dos dias de hoje.
Hoje, assisti o filme de Giuseppina Bakhita.
Retrato a força africana, mulher e morena.
Imagem vivo da singeleza, simplicidade.
Filha do Espírito.
Em terra que não era sua, conheceu a Liberdade
e da liberdade soube de um tal Jesus
que morreu como pobre e que também
viveu as humilhações que um escravo vive
e era filho de Deus.
O seu maior milagre foi amar sem condição
e sem barreiras.
Sua linguagem, era a do olhar e o gesto
que tocava o coração dos que cruzavam seu caminho.
Não tinha nada, mas dava tudo.
Conhecia um coração triste porque a tristeza
sempre esteve a sua volta, mas não dentro dela.
Fez-se irmã do povo,
Subida ao Altar da Igreja se tornou mais uma seta.
Entendeu o que é viver.
Como Padre Zeno, Padre Dehon, Irmã Dulce e tantos outros,
Bakhita teve a sorte de conhecer a Graça que vem do Céu
e se fez um pedaço do céu diante da nossa graça.

"Se tivesse hoje a oportunidade de encontrar os mercadores de escravos que me capturaram e até mesmo aqueles que me torturaram, eu ajoelharia e beijaria suas mãos, pois se isto não tivesse acontecido, eu, hoje, não seria cristã e religiosa."

Santa Bakhita, Rogai por nós.


terça-feira, 6 de março de 2012

Ajustes


Hoje foi um dia onde a simplicidade e o silêncio
poderiam ter feito toda a diferença
e ter feito pesado menos a sombra da solidão.
No lugar de palavras não pensadas que me fizeram pensar,
quisera ter ouvido gritos de silêncio que fariam apagar as pegadas da ausência.
As vezes corremos o risco de ser transparentes e maleáveis demais
ao ponto de levar o outro a crer que seja descaso ou passividade
quando queremos mesmo, é preservar a preciosa Liberdade que cada um tem.
Confesso que ainda não consigo entender as pessoas
que precisam estar no abresto para serem felizes
ou depender do peso de uma mão ou de uma palavra
para poder dizer um "Eu te Amo" sincero
ou um "se liga, meu" sem ódio e sem medo.
Seria tão mais simples se convivêssemos com pessoas
que não odiassem nem tivessem medo dos jestos,
das palavras e que nas conversas, o respeito sem ódio
e sem medo prevalecesse.
Falta Paz. Falta Paz porque estamos na Era do individual.
Sabemos dos conflitos e teimamos em dizer não a eles
porque custa descer os degraus da nossa prepotência
e nos encontrarmos para ajustar os ponteiros do nosso relógio, juntos.
Não dialogamos porque esse processo custa.
Custa porque preferimos não confrontar
as idéias para decidir o caminho.
Certa vez, li um livro, de capa azul q trazia no roda-pé de sua dedicatória
uma frase que se fez norte na minha vida:
"Procurei a Deus e não e encontrei.
Procurei a mim mesmo e também não encontrei.
Procurei o outro, e nele, encontrei os três."
Não dá pra insistirmos em subir a montanha dos nossos dias
sem alguém do lado pra dividir conosco, quando a cede aperta,
o pouco da água que tem.
O pior é quando esse mistério abre espaço para a existência
de ausências numa vida a dois.
Bem ou mal, Deus nos conduziu até aqui
e acreditemos que continuará, sempre, nos conduzindo.
Amém.

sábado, 3 de março de 2012

Encontros e despedidas

Conhecer.
É uma palavra complexa no meu vocabulário.
O que conhecer, como conhecer, quando conhecer, com quem conhecer e quem conhecer?
As vezes os ventos do norte, indesejáveis ventos do norte,
me sopram gritos no ouvido que me ensurdecem e deixa a mente tonta.
Pessoas.
Quem dera Deus me desse o dom
pra conhecer o misterioso coração humano.
Cada coração, um país.
Cada mente, um universo.
Amor.
Para cada inclinação humana, uma porcentagem do amor dado.

Seguindo as setas da vida,
encontrei o caminho da contra-mão.
Eu ando na tua contra-mão e você na minha.

não sei se já nos encontramos ou ainda continuamos a nos procurar.

Com a paciência, tudo se alcança, né Teresa?

Assim seja.

Amém.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A coragem da Galinha

Gente que insiste agir como galinha.
Cisca suas misérias
se limita ao seu humano.
Por botar um ovo, cantam madrugadas
como hino de glórias ao feito
que não é mais que sua obrigação,
seu motivo de existência.
Se contentam com as migalhas que caem da mesa
de seus "donos".
Os poucos que housam subir no telhado pra cantar mais alto
Por vezes termina com o pescoço degolado.
Vai pra panela, mas vai como quem teve coragem e viu o horizonte
de cima do telhado, como poucos viram.
Não viveram como mais um.
Não aceitaram sobreviver como galinhas que esperam a panela.
Ousaram lançar-se ao vento
E, por um segundo que seja, voaram como águia
E poduderam sentir o gosto de eternidade.
Nascemos para as colinas das águias,
para a montanha do sol,
para o telhado da galinha.
As vezes os sinais são como milhos
que caem um pouco a diante dos nossos bicos
e que as vezes não os comemos porque nos custa
esticar um pouco mais nosso pescoço.
Aprendamos com os detalhes
E neles, enxergaremos os sinais.
Sejamos como aquela galinha do nosso bando
que mesmo sendo galinha galinha, teve a coragem do mais
e pelo mais, conseguiu ver que do outro lado do muro
a areia está mais fofa e o milho não cai da mesa do que se acham grandes.
Mais que humanos. Gente!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Progenitores do Reflexo Social - A Cara do País

Há séculos, nos é imposta pela história da raça humana, a cultura torpe, desenfreada e corrupta de que o homem, na sua virilidade irracional com total gozo de capacidade mental, ditos como sentinelas promissores do planeta, necessita, para atingir seu orgasmo egocêntrico, a garantia de que outros ainda que fosse de sua mesma raça, seja rebaixado de sua própria condição humana retirando-o sua dignidade garantida afim de simples massageio de ego próprio.

A partir daí, o desequilíbrio igualitário social preconizado pelas principais cartas regimentais de um sistema governamental, convenções de direito humanitário, filosofias e princípios éticos e religiosos, documentos e pensamentos que, de certa forma regem um padrão de organização comunitária onde a máxima verdadeira é a preservação da dignidade da pessoa humana é atingida e excluída do meio e dos relacionamentos humanos e sociais.

Vemos por todos os meios de comunicação social, a banalização e divulgação da desgraça financiada por nossa indiferença comodista que, todos os dias nos fazem fechar as portas de nossas casas e, consequentemente, desviando nossas atenções ao ilusório e imaginário fugindo do que de fato é real e necessita, principalmente do compromisso coercitivo do Estado e da revitalização da ética da conduta social aplicada em todo ser humano.

Afirmamos pautados na premissa de que o Estado é responsável por toda a delinquência corrupta e marginalizadora que incondicionalmente assola e fere o convívio social humano e as tendências de aproximação e respeito mutuo, que tais problemas e agressões ao direitos alheios é de responsabilidade controladora e interventiva do Estado. A transgressão e a desqualificação padronizada da Educação pelo país é reforçada e garantida todos os dias quando milhares de famílias acusam o Estado, reflexo da organização do povo, como culpado e responsável por toda camada magoada e extraposta do padrão moral imposto.

Enquanto nós, cidadãos compreendidos como detentores do poder do voto eletivo representativo, não corresponder completo e comprometidamente com a questão da reparação Educacional, restauração da dignidade do ser, promoção de uma reforma política significativa e honesta e a valoração sincera do homem a partir do que ele é e não a partir do que ele produz, não vamos compreender o que por séculos os filósofos gregos, doutrinadores jurídicos, encíclicas religiosas e códigos de condutas morais quando disseram e afirmaram que a igualdade deve ser o principio básico de toda ação em todos os ambientes onde o coletivo deve corresponder afim de que se crie uma harmonia construtora da justiça pacificadora. Só assim entenderemos e poderemos cobrar das “autoridades” atitudes intervencionistas e transformadoras. Temos as forças para isso. Uma dentre tantas, é o código que digitamos na urna eletrônica que, muitos o faz por obrigação legal ou desencargo de consciência porque recebeu favores. Assumamos nossa condição cidadã para que o Estado nos assuma como tal.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

De butgueses todos nós temos um pouco


De burgueses todos nós temos um pouco,
Outro pouco de poetas e de loucos.
E rebeldes todos fomos uma vez.
Campeões da liberdade imaginada,
cavalgamos rocinantes pela estrada.
Repetimos o que Dom Quixote fez.
Nos armamos cavaleiros da cruzada do amor,
Nos tornamos justiceiros, seja onde o como for.
uma idéia na cabeça, um diploma em cada mão,
E uma ideologia com sabor de religião.
Um milhão de preconceitos contra quem for diferente
e umas vinte frases feitas nivelando a nossa mente.
E esse jeito todo esperto de ser intelectuais,
mais se alguém chega mais perto, vê poeira, nada mais.
Cidadãos bitolados,
a verdade siscamos e aceitamos somente oque agraga os ouvidos.
Somos muito atrevidos com Deus porque não vem, intevém e corrige
a burrice dos homens.
Doutores de um só livro ou de uma teoria.
Cuspimos cada dia no prato que ele temperou.
De burgueses todos nós temos um pouco,
E outro pouco de poetas e de loucos.
E rebeldes todos fomos uma vez.
Campeões da liberade imaginada
Cavalgando rocinantes pela estrada.
Repetimos o que Dom Quixote fez,
REPETIMOS O QUE DOM QUIXOTE FEZ!!!



(José Fernandes)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Desde Sempre



Desde sempre, la do infinito
Desde sempre me amou
O meu ser ainda não existia
Mas meu Deus me imaginou
E quando Deus imagina
faz muito mais que pensar
Vai criando condições
Deus é um Deus paciente
Foi semeando a semente
Não me criou de repente
Eu nasci da paciência de Deus

Lá no Altar de Aparecida


Pude eu, com os meus
experimentar a Graça
e beber das águas que
a mais de 400 anos é cantada,
rezada e meditada pelo meu povo.
Ao redor do altar de Aparecida,
Levar ao colo da Mãe
Graças e orações encomendadas
de gente que acredita que tua prece
chega mais de pressa aos ouvidos
de Jesus.
É bonito e enriquecedor poder estar diante
da figura de quem, por toda a minha vida me ensinaram a lembrar.
E como ensinaram a juntar as mãos pra ti quando criança,
mais uma vez junto-as para agradecer o teu Amor Providente.
Restaura o que no peito foi apagado.
E conforta-nos no teu colo de mãe que ama e não esquece.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

My Way - Cover by Guilherme Gutierrez



E agora o fim está próximo
Assim eu enfrento a cortina final
Minha amiga, eu direi isto claramente
Eu declararei meu caso do qual eu estou certo

Eu vivi uma vida que está cheia
Eu viajei cada e toda estrada
E mais, muito mais que isto
Eu fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns
Mas novamente, muito pouco pra mencionar
Eu fiz o que eu tive que fazer
E vi tudo sem exceção

Eu planejei cada gráfico do percurso
Cada passo cuidadoso ao longo do caminho
Oh, e mais, muito mais que isto
Eu fiz do meu jeito

Sim, havia tempos, tenho certeza que você sabe
Quando eu mordi mais que eu poderia mastigar
Mas alem disso quando havia dúvida
Eu comi isto e cuspi fora
Eu enfrentei tudo e eu me mantive alto
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Eu tive minhas faltas, minha parte de perder,
E agora que as lágrimas cessaram
Eu acho isso tudo tão divertido
Pensar eu fiz tudo aquilo
E se posso dizer, não de um modo tímido
Oh, não, não eu
Eu fiz do meu jeito

Para o que é um homem, o que ele tem
Se não ele proprio, então ele não tem
Dizer as palavras que ele verdadeiramente sente
E não as palavras que ele revelaria
Os registros mostram que eu recuperei o fôlego
E fiz do meu jeito
Os registros mostram que eu recuperei o fôlego
E fiz do meu jeito
Elvis Presley

Reparação


Não há que se quebrar
Não é necessário romper.
O mistério ainda está no Transformar!
Quando a humanidade entender
Que ainda é possível o Resgate,
Quando a Comunidade puder, enfim
entender que Espírito e Fraternidade caminham juntos
Logo descobriremos o mistério da Redenção
onde a civilização do Amor pode ser verdade.
Aí, lobo e cordeiro bebem da mesma água,
Pessoas serão unidade na diversidade;
Mulheres, mulheres de fato, não menos que o homem.
A ferramenta não está na ruptura
e Sim na Restauração.

Antes disso, na Coragem que nasce de um coração Apaixonado.
Eis que possamos fazer novas todas as coisas
sem que haja necessidade de criar outras coisas.
Renovemos o que o Criador nos deu.
Restauremos o que se quebrou.
Encontremos o que se perdeu,
Redirecionemos quem se desviou.
Reforcemos o que enfraqueceu,
Replantemos o que não vingou.
Renovemos o que envelheceu,
Redimensionemos o que extrapolou.

Saiamos do nosso lugar em direção ao outro.

"Procurei a Deus, e não encontrei;
Procurei a mim mesmo, e não encontrei.
Procurei meu irmão, e nele, encontrei os três."

sábado, 4 de junho de 2011

Verdades.


Estive analizando outro dia, vários grupos juvenis, ditos Católicos, missionários e incumbidos de levar a proposta do Reino e, nele o mistério da salvação aos corações de outros jovens.
É no mínimo intrigante! Bascamos alguns grupos que surgiram de uma doutrina alheia a da Igreja sem principio profetico, tão pouco, catequético. Grupos que se rotulam "pentecostais do Espírito" a fim de mergulhar em tais dons que, passam longe dos 7 dons ditos pela Igreja, dons do Espírito Santo. Grupos que buscam a vivência sacramental deixando passar por despercebido o Dom mais precioso que é a Sabedoria.
Grupos que buscam beber da fonte a Igreja em cálices de ouro sem dar valor ou, por vezes, sem dar conta de que alguém teve que ir no poço buscar daquela água ou até mesmo furar um poço pra ter acesso àquela água. Grupos superficiais que esqueceram ou entenderam por bem deixar o aspécto missionário da Igreja e pautaram-se em abraços carentes, fantasia em nome de Deus, lágrimas fundamentadas na crise da adolescência que, diga-se por passagem, todos passam. Se esqueceram ou não fizeram questão de entender que o Espírito de Jesus guia a unidade da Igreja, que manifesta seus Dons no meio de uma vida comunitária e que nela, se sustenta o princípio e a finalidade da Igreja.
Hoje, 11 de Julho, festa de Pentecostes, Roguemos a Deus que nos agracie com o dom da Inteligência e da fé Racional pautada no Amor. Só nessa verdade, podemos deixar de construir Heresias em nome do Espírito Santo e, entender que neste princípio, o Reino de Deus se concretiza e alcançamos então, o tão sonhado Projeto do Pai.
Juventude, voltemos nossos olhos ao Altar do Sacrifício e nEle, trabalhemos para que sejamos dignos de nos aproximar da mesa da partilha. Que aquele Pão descido do céu, não seja motivo de condenação, mas de motivo e força pra Edificar através do Espirito, o sonho fraterno de Jesus.

Continua, Senhor














Continua Senhor, teu projeto de Amor em mim.

A criação não terminou, Tu continuas Criador.
Continua Senhor, do teu jeito a me construir
barro que sou, terra que sou, a suas mãos me moldarão.
Sei que serei como queres que eu seja,
Um dia desses vou ser mais Igreja.
Um dia desses me converterei e então profetizarei.
Continua, Senhor, incistindo em me questionar
meu coração ja entendeu, mas não consegue ser só Teu.
Continua Senhor, não me deixes me acomodar.
Chama outra vez, mais uma vez
Já fui vencido pelo Amor.
Sei que serei como queres que eu seja
Um dia desses vou ser mais igreja
Um dia desses me converterei e então profetizarei.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Graça sobre Graça.


Graça admirável foi a graça que me deste.
Eu tão pecador e Tu, Senhor, tão meu amigo e tão meu Pai.
Eu que não sabia onde achar a minha paz,
Hoje eu sou feliz e tenho a paz e muito mais.

Sei que me perdi quando escutei outras palavras.
Todos me diziam que é feliz quem segue sempre o coração.
Mas o coração ja me enganou mais de uma vez.
Hoje eu quero ouvir o sentimento e a razão.

Fui tão incensato que escolhi o meu pecado.
Eu sabia o certo e o errado mas teimava em arriscar.
Tive o que eu queria mas perdi a minha paz,
Hoje me possuo e não desejo nada mais que a tua Paz.

Quando eu te deixei, deixei também de ser pessoa.
Fui perdendo a graça, o equilibrio quando quis viver sem ti.
Já nem te buscava e já nem tinha religião.
Hoje eu rezo muito e tenho mais, tenho a Paz no coração.

quinta-feira, 3 de março de 2011

São José, modelo para os pais e para todo cristão (Bento XVI)


Amados Irmãos no Episcopado,Queridos irmãos e irmãs!
Louvado seja Jesus Cristo que hoje nos reuniu neste Estádio, para nos fazer penetrar mais profundamente na sua vida. Jesus Cristo reúne-nos neste dia em que a Igreja, aqui nos Camarões como em toda a terra, celebra a festa de São José, esposo da Virgem Maria. Começo por desejar uma festa feliz a todos aqueles que, como eu, receberam a graça de ter este belo nome e peço a São José que lhes conceda uma protecção especial guiando-os para o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida. Saúdo também as paróquias, as escolas e os colégios, as instituições que têm o nome de São José. Agradeço a D. Tonyé Bakot, Arcebispo de Yaoundé, as suas amáveis palavras e dirijo uma calorosa saudação aos representantes das Conferências Episcopais da África que vieram a esta cidade para a publicação do Instrumentum laboris da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.
Como podemos entrar na graça específica deste dia? Daqui a pouco, na conclusão da Missa, a liturgia desvendar-nos-á o ponto culminante da nossa meditação, quando nos convidar a dizer: «Por este alimento recebido no vosso altar, Senhor, saciastes a vossa família, feliz por festejar São José; defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes». Como vedes, pedimos ao Senhor para guardar sempre a Igreja sob a sua constante protecção – e fá-lo! –, precisamente como José protegeu a sua família e velou sobre os primeiros anos de Jesus menino.
O Evangelho acaba de no-lo recordar. O Anjo tinha-lhe dito: «Não temas receber Maria, tua esposa» (Mt 1, 20), e foi exactamente o que ele realizou: «Fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor» (Mt 1, 24). Por que motivo quis São Mateus anotar esta fidelidade às palavras recebidas do mensageiro de Deus, senão para nos convidar a imitar esta fidelidade cheia de amor?
A primeira leitura que acabámos de ouvir não fala explicitamente de São José, mas ensina-nos muitas coisas a respeito dele. O profeta Natã vai dizer a David, por ordem do próprio Senhor: «Estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti» (2 Sam 7, 12). David deve aceitar morrer sem ver a realização desta promessa, que se há-de cumprir «quando chegar ao termo dos [seus] dias» e «repousar com os [seus] pais». Vemos, assim, que um dos anseios mais vivos do homem, ou seja, ser testemunha da fecundidade da sua acção, nem sempre é atendido por Deus. Penso naqueles de vós que são pais e mães de família: cultivam muito legitimamente o desejo de dar o melhor de si mesmos aos seus filhos e querem vê-los chegar a um verdadeiro sucesso. Todavia é preciso não fazer-se ilusões sobre tal sucesso: o que Deus pede a David é que tenha confiança n’Ele. David não verá com os próprios olhos o seu sucessor, aquele que terá um trono «estável para sempre» (2 Sam 7, 16), porque este sucessor anunciado sob o véu da profecia é Jesus. David teve confiança em Deus. De igual modo, José tem confiança em Deus, quando ouve o Anjo, seu mensageiro, dizer-lhe: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Na história, José é o homem que deu a Deus a maior prova de confiança, precisamente face a um anúncio tão assombroso.
E vós, queridos pais e mães de família que me ouvis, tendes confiança em Deus que faz de vós os pais e as mães dos seus filhos de adopção? Aceitais que Ele conte convosco para transmitir aos vossos filhos os valores humanos e espirituais que recebestes e que hão-de fazê-los viver no amor e no respeito do seu santo Nome? Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escrúpulos procuram impor o reino do dinheiro desprezando os mais indigentes, deveis estar muito atentos. A África em geral e os Camarões em particular correm perigo se não reconhecem o Verdadeiro Autor da Vida! Irmãos e irmãs dos Camarões e da África, que recebestes de Deus tantas qualidades humanas, tende cuidado das vossas almas! Não vos deixeis fascinar por falsas glórias e falsos ideais! Crede, sim, continuai a crer que Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, é o único que vos ama como vós o esperais, a crer que Ele é o único que pode satisfazer-vos, que pode dar estabilidade às vossas vidas. Cristo é o único caminho de Vida.
Só Deus podia dar a José a força para dar crédito às palavras do Anjo. Só Deus vos dará, amados irmãos e irmãs que sois casados, a força de educar a vossa família como Ele o quer. Pedi-Lho! Deus gosta que se Lhe peça o que Ele quer dar. Pedi-Lhe a graça de um amor verdadeiro e cada vez mais fiel, à imagem do seu amor. Como magnificamente diz o Salmo, o seu «amor está edificado para todo o sempre e a [sua] fidelidade alicerçada nos céus» (Sal 88, 3).
No vosso país e no resto da África, tal como noutros continentes, a família conhece efectivamente um período difícil que a sua fidelidade a Deus ajudará a superar. Alguns valores da vida tradicional foram perturbados. As relações entre as gerações alteraram-se de tal maneira que já não favorecem como antes a transmissão dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdade dos antepassados. Muitas vezes, assiste-se a um êxodo rural comparável ao que viveram numerosos períodos humanos. A qualidade dos vínculos familiares resulta profundamente afectada. Desenraizados e fragilizados, os membros da jovens gerações, muitas vezes sem um verdadeiro trabalho, procuram remédio para a sua vida infeliz refugiando-se em paraísos efémeros e artificiais importados, que, como se sabe, nunca chegam a assegurar ao homem uma felicidade profunda e duradoura. Às vezes o homem africano é constrangido a fugir para fora de si mesmo e a abandonar tudo o que constituía a sua riqueza interior. Confrontado com o fenómeno duma urbanização galopante, ele abandona a sua terra, física e moralmente, não já como Abraão para responder ao chamamento do Senhor, mas para uma espécie de exílio interior que o afasta do seu próprio ser, dos seus irmãos e irmãs de sangue e do próprio Deus.
Trata-se de uma fatalidade, de uma evolução inevitável? Certamente não! Mais do que nunca, devemos «esperar contra toda a esperança» (Rm 4, 18). Quero aqui prestar homenagem, com admiração e reconhecimento, ao notável trabalho realizado por inúmeras associações que encorajam a vida de fé e a prática da caridade. Deus as cumule de graças! Encontrem na Palavra de Deus um renovado vigor para levar a bom termo todos os seus projectos ao serviço de um desenvolvimento integral da pessoa humana na África, nomeadamente nos Camarões.
A primeira prioridade consistirá em dar novamente sentido ao acolhimento da vida como dom de Deus. Segundo a Sagrada Escritura tal como na melhor sabedoria do vosso continente, a chegada de uma criança é uma graça, uma bênção de Deus. Hoje a humanidade é convidada a mudar o seu olhar: com efeito, todo o ser humano, mesmo o mais humilde e pobre, é criado «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1, 27). Deve viver! A morte não deve prevalecer sobre a vida! A morte não terá jamais a última palavra!
Filhos e filhas da África, não tenhais medo de crer, esperar e amar, não tenhais medo de dizer que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que só por Ele podemos ser salvos. São Paulo é o autor inspirado que o Espírito Santo concedeu à Igreja para ser o «mestre dos gentios» (1 Tm 2, 7), quando nos diz que Abraão, «esperando contra toda a esperança, acreditou que havia de ser pai de muitas nações, conforme tinha sido anunciado: “Assim será a tua descendência”» (Rm 4, 18).
«Esperando contra toda a esperança»: não é uma magnífica definição do cristão? A África é chamada à esperança através de vós e em vós. Com Cristo Jesus, que calcou o solo africano, a África pode tornar-se o continente da esperança. Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um e cada uma de vós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um e cada uma de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário connosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.
Amados irmãos e irmãs, de todo o coração vos repito : como José, não tenhais medo de tomar Maria convosco, isto é, não temais de amar a Igreja. Maria, mãe da Igreja, ensinar-vos-á a seguir os seus Pastores, a amar os vossos bispos, os vossos presbíteros, os vossos diáconos e os vossos catequistas, e a seguir aquilo que vos ensinam e a rezar pelas suas intenções. Vós que sois casados, olhai o amor de José por Maria e por Jesus; vós que vos preparais para o casamento, respeitai a vossa ou o vosso futuro cônjuge como fez José; vós que vos consagrastes a Deus no celibato, reflecti sobre a doutrina da Igreja nossa Mãe: «A virgindade e o celibato por amor do Reino de Deus não só não se contrapõem à dignidade do matrimónio, mas pressupõem-na e confirmam-na. O matrimónio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo» (Redemptoris custos, 20).
Queria ainda dirigir uma exortação particular aos pais de família, uma vez que São José é o seu modelo. Este santo revela o mistério da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de nós. São José pode ensinar-lhes o segredo da sua própria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Também cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados à semelhança e imagem d’Ele. São José foi o esposo de Maria. Também cada pai de família se vê confiar-lhe o mistério da mulher através da própria esposa. Como São José, queridos pais de família, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presença, para Deus onde eles devem estar (cf. Lc 2, 49).
Finalmente, a todos os jovens aqui presentes, dirijo uma palavra amiga e encorajadora: diante das dificuldades da vida, não percais a coragem! A vossa existência tem um valor infinito aos olhos de Deus. Deixai-vos agarrar por Cristo, aceitai dar-Lhe o vosso amor e – porque não! – vós mesmos no sacerdócio ou na vida consagrada. É o serviço mais alto. Às crianças que já não têm um pai ou que vivem abandonadas na miséria da estrada, àquelas que foram violentamente separadas dos seus pais, maltratadas e abusadas, e incorporadas à força em grupos militares que imperam em alguns países, quero dizer: Deus ama-vos, não vos esquece e São José vos protege. Invocai-o com confiança.
Deus vos abençoe e guarde a todos. Conceda-vos a graça de caminhar fielmente para Ele. Dê a estabilidade às vossas vidas para recolher o fruto que Ele espera de vós. Faça de vós testemunhas do seu amor aqui, nos Camarões, e até aos confins da terra. Com fervor, peço-Lhe que vos faça saborear a alegria de Lhe pertencer, agora e pelos séculos dos séculos. Amem.