sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sina Viciada


Maldita sombra que me perturba,
me tira o sono e a paz.

Maldita cobra que vem sem pestanejar,
se aloja no meu 1º de janeiro e me faz o estomago enjoar.
Maldita verdade
que em todo meu inicio de ano se faz presente,
detona minha mente,
e me faz, todo carnaval, a fantasia cair, a banda parar de tocar.

Maldito olhar que prende minha alma a ti
Que te autoriza quase que por escrito
Pisar no meu àtrio.
Renda-te a mim, Cálice que me deposita débito.
É contigo que me banho, me acanho e me faço perder.
É contigo que brindo minha desglória.
Tu que reenflama minhas chagas,
Me toma a mão ao teu redor;
Faz-me te abraçar,
E ao meu espelho em teu nível,
Faz derramar-me sobre meu próprio peito.

Maldito segundo em que rogara a Deus a cegueira
Pra que o coração não sentisse o que a mente nele o cravava cumpindo-se-à tal Sina.
Este maldito calice, que se mistura em minha veia.

Este amargo gosto que repito a cada ano.
Fogos, explosões, areia.
Inútil circo.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


De burgueses todos nós temos um pouco, outro pouco de poetas e de loucos. Rebeldes, todos fomos uma vez. Campeões da liberdade imaginada, cavalgando rocinantes pela estrada. Repetimos o que Dom Quixote fez. Nos armamos cavaleiros da cruzada do Amor. Nos tornamos justiceiros seja onde e como for. Uma ideia na cabeça, um diploma em cada mão e umas vinte frases feitas com sabor de Religião. Um milhão de preconceitos contra quem for diferente e umas vinte frases feitas revelando a nossa mente. E esse jeito todo esperto de ser intelectuais, mas se alguem chegar mais perto, vê poeira, nada mais.Cidadãos bitolados, a verdade siscamos e aceitamos somente o que acata os ouvidos. Somos muito atrevidos com Deus porque não intervem e não vem e corrige a burrice dos homes. Doutores de um só livro ou de uma teoria. Cuspimos a cada dia no prato que Ele temperou.De burgueses todos nós temos um pouco e outro pouco de poetas e de loucos. E rebeldes, todos fomos uma vez. Campeões de uma liberadade imaginada cavalgando rocinantes pela estrada. Repetimos o que dom Quixote fez, repetimos o que dom Quixote fez.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coração Alienado




Meu coração as vezes foge do seu criador,


Meu coração as vezes age sem razão.


Ganhou amor mas muitas vezes não quer dar amor,


Que será que está faltando pro meu coração?




Talvez lhe falte mais religião,


Talvez lhe falte um pouco de oração.


Talvez lhe falte repartir o pão,


Talvez lhe falte ser mais cirineu.


Talvez lhe falte um pouco mais de luz,


Talvez lhe falte um pouco mais Jesus,


Talvez lhe falte compreender a Cruz e


Usar um pouco menos a palavra Eu.

sábado, 20 de novembro de 2010

Dimensão profética.


“PRECISAMOS DE SANTOS sem véu ou batina, de Santos de calça jeans e tênis, de santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos, de santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade, de santos que tenham tempo todo dia para rezar e saibam namorar na pureza e castidade, de santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. De santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais, de santos que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que tomem um refrigerante ou comam pizza no fim-de-semana com os amigos de santos que gostem de teatro, de música, de dança, de desporto. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.
(João Paulo II)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Acordes de Solidão

Aqui jaz Dedos que dedilham uma canção triste de recolhimento.
Aqui vens mãos que fazem um violão triste para aliviar os prantos do coração.
Aqui, um peito que procura entender cada passo, cada milimetro da terra, cada sinal da vida.
Me fisestes assim.
Cada vez que penso mais na vida, menos a entendo.
Cada momento que paro pra pensar no sentido das coisas, mais me perco.
Confesso que nessa, vou ficando sozinho, sem que ninguem me entenda.
Entendo eu, que o mistério de cada sentimento, daquilo que dá sentido as coisas, está escondida em nossa mente que vai muito além que pensamentos.
O Mistério é o único ponto de encontro entre o cerebro e o coração, a razão e o sentimento, a Vida e os Sonhos. É a primordial arte de condicionar ao tão limitado ser humano, um momento de Eternidade.
Esse tal mistério pode ser traduzido no tal Amor que, unica e exclusicamente, falou Yeshuá.
Aqueles que entendem o que falo, há de entender, se assim Deus desejar, o segredo da Vida.
Queria deixar minha limitação humana um pouco de lado pra não me perder nesses detalhes... Ao observar, queria, de verdade, poder dismistificar e traser pra mim esse "Segredo".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Na cela dessas dores...

Com os olhos fitos no infinito de uma estrada, até onde consegue chegar os raios de luz do farol do meu carro.
As mãos tremulas, firmes e insencíveis ao volante.
As lagrimas deslisando a face, se encontrando na gola da minha camiseta.
Coração apertado e mente confusa.
Assim comecei o meu 12 de junho.
Ah, como queria que Amar deixasse de ser tão distante assim.
A musa da minha alma, a qual carrego no mais intimo do meu Espírito.
A que me conhece tão profundamente. Impossível lhe separar dos meus momentos de eternindade.
As mãos suadas, o corpo quente e os olhos sinceros, só você pode ter em seu colo, tão desarmado. A ti dedico os ares que respirarei e as milhares batidas que meu coração há de dar.
Com todo o meu Amor!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Reflexos de minha auxência.

Vês, coração, A que sentimentos sujeitas ao curvar-se ao finito desejo de caminhar dos vossos pés?!
Vê, cerebro, os conflitos que passas quando a tua alma quer enfrentar essa tal Cruz?!
Vê Ego, o quanto é dificil te esquecer?
Vê humano, quão é doloroso o processo de crescer?
Vê Espirito, o quanto deves ao então Supremo?
Vê ideias, o preço que me custas?
Vê Amor, o por quê te deixei tão auxente de mim?
Vê, futuro, o que faz com o meu precioso presente?
Vê, vida, o por quê da minha corrosiva dor?