quarta-feira, 14 de julho de 2010

Acordes de Solidão

Aqui jaz Dedos que dedilham uma canção triste de recolhimento.
Aqui vens mãos que fazem um violão triste para aliviar os prantos do coração.
Aqui, um peito que procura entender cada passo, cada milimetro da terra, cada sinal da vida.
Me fisestes assim.
Cada vez que penso mais na vida, menos a entendo.
Cada momento que paro pra pensar no sentido das coisas, mais me perco.
Confesso que nessa, vou ficando sozinho, sem que ninguem me entenda.
Entendo eu, que o mistério de cada sentimento, daquilo que dá sentido as coisas, está escondida em nossa mente que vai muito além que pensamentos.
O Mistério é o único ponto de encontro entre o cerebro e o coração, a razão e o sentimento, a Vida e os Sonhos. É a primordial arte de condicionar ao tão limitado ser humano, um momento de Eternidade.
Esse tal mistério pode ser traduzido no tal Amor que, unica e exclusicamente, falou Yeshuá.
Aqueles que entendem o que falo, há de entender, se assim Deus desejar, o segredo da Vida.
Queria deixar minha limitação humana um pouco de lado pra não me perder nesses detalhes... Ao observar, queria, de verdade, poder dismistificar e traser pra mim esse "Segredo".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Na cela dessas dores...

Com os olhos fitos no infinito de uma estrada, até onde consegue chegar os raios de luz do farol do meu carro.
As mãos tremulas, firmes e insencíveis ao volante.
As lagrimas deslisando a face, se encontrando na gola da minha camiseta.
Coração apertado e mente confusa.
Assim comecei o meu 12 de junho.
Ah, como queria que Amar deixasse de ser tão distante assim.
A musa da minha alma, a qual carrego no mais intimo do meu Espírito.
A que me conhece tão profundamente. Impossível lhe separar dos meus momentos de eternindade.
As mãos suadas, o corpo quente e os olhos sinceros, só você pode ter em seu colo, tão desarmado. A ti dedico os ares que respirarei e as milhares batidas que meu coração há de dar.
Com todo o meu Amor!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Reflexos de minha auxência.

Vês, coração, A que sentimentos sujeitas ao curvar-se ao finito desejo de caminhar dos vossos pés?!
Vê, cerebro, os conflitos que passas quando a tua alma quer enfrentar essa tal Cruz?!
Vê Ego, o quanto é dificil te esquecer?
Vê humano, quão é doloroso o processo de crescer?
Vê Espirito, o quanto deves ao então Supremo?
Vê ideias, o preço que me custas?
Vê Amor, o por quê te deixei tão auxente de mim?
Vê, futuro, o que faz com o meu precioso presente?
Vê, vida, o por quê da minha corrosiva dor?

domingo, 6 de junho de 2010

Um Brasil de Presença.

Existem pessoas em nossas vidas que apesar de um Brasil inteiro de distancia da gente, continuam presentes e fazendo parte da familia.
São pessoas que se preocupam, que ligam no dia do aniversário, que exercem um papel em nossas vidas de leal cumplicidade nas reviravoltas da infancia e da adolescencia.
Assim tenho, esses agora, amazonenses, grandes amigos, eternos pais.
Digno respeito tio Bodão, tia Lucia, Grá e Mano...
Nossa relação não se concretizou em qualquer esquina. Foi na esquina da nossa rua, na calçada da nossa casa.
É interessante ver os rumos que a vida vai dando a cada um de nós... e Mesmo com o tempo, sempre reservando umas horas que seja, pra contar como driblamos e fazemos com os enroscos da vida.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

De Criatura para Criador.

Ah, que coração me destes, Senhor!
Hora em paz profunda, hora inquieto e estridente, impaciente.
Quisera eu ter anceio de uma paz que todos procuram...
Por que me fizeste incapaz desta paz?
Por que me fazes enchergar a busca por aquela paz que Francisco de Assis e tantos outros buscaram?
Por que me inquietas e do meu coração tira a paz?
Por que que, no silencio da minha noite, vens rondar meus pensamentos?
Ah, Senhor! És quase que covarde quando me propões esses devaneios.
Quisera eu, por um momento, imaginar um futuro "normal" livre.
Mas sei os preços do Vosso cardápio.
Oxalá, me guie por Teus sonhos.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Relativização e a Fome.

Hoje deixei uma frase no msn que me resultou sérios comentários.
"Tudo é relativo, menos Deus e a fome."
Não estive, por esses dias, muito bem com o meu espírito crítico de defesa...rs.
Resouvi ouvi-los e estimulá-los às suas defesa de tese.
Os dois, formandos em psicologia... Que desefaio ao enfrenta-los. Mas mesmo assim, topei a discução.
O primeiro emplicou com a fome. A fome como todo meio de dor não é relativo. Logo, ou existe dor ou não existe. Pensei cá comigo, que nas provocações dos vários tipos de dores. E por fim, cheguei a conclusão de que existem certas dores, que ao mesmo tempo que é dor, também é prazer. Então se tira o carater de dor e tranfigura-o ao carater de prazer. Daí, a fome não se enquadra ao que chamamos de dor.
Talvez por ironia da profissão, o outro aspirante a psicologo questionou a posição da Fome sendo relativa ou não. Expos as causas e provocações da fome. Logo, defendendo que a fome também pode ser relativa.
Discutindo com os dois, em momentos distintos, cheguei a conclusão de que a fome pode ser relativa, dependendo do contexto da situação.
Logo, transcrevi minha frase de: "Tudo é relativo, menos Deus e a fome" para "Tudo é relativo, menos Deus e a própria relatividade".
O relativo é relativo.
Quem sabe Deus também não seja relativo. Daí me renderá mais uma página no blog, mais uma dircução e quem sabe, uma conclusão.
Se discorda, concorda ou quer contrapor uma observação, faz render maaais um texto aqui. Terá boa acolhida.
E a frase continua lá. Esse papo não termina nessa linha.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fome de Paz

Por esses dias, estava eu a navegar e lembrei-me que fazia tempo que aqui nada deixava. Assim como na vida, que a tempos, não faço uma faxina.
Essa vida é mesmo pouco que irônica. Não a vida, talves Deus que com sua imensa capacidade de criar esse planeta e o defini-lo como um virus que causa doença em um corpo "celeste" que é o universo, e mesmo assim, se preocupar com o componente desse pequeno virus temporario, que somos nós, seres humanos, a tal ponto de nos dar o que tem de mais sagrado, um tal Jesus.
Já é certo que a vida é um fardo inenarrável e inconsebível às costas do ser humano. Utrapassa da sua mísera capacidade animal de administrar um cérebro inteligente que, mesmo na utilização dos seus 10%, se torna pesado. Oxalá se fosse 30% ou 40%; o que seriamos?!
Estamos em um estágio de nossa evolução que a metamorfose psicologica está extrapolando as condições que o convivio social nos limita. Logo se dá e se contrapõe os vinculos e a complexitude dos laços humano-sociais que, por estarem além daquilo que o ser humano é capaz ou foi treinado para suportar, causa essa Fome de Paz, que por sua vez, à olhos pouco detalhistas, se torna um grande mistério.
Com esse avanço evolutivo psicologico que se confunde com os passos de crescimento na ordem social, vamos transformando nosso meio, nosso hambiente de vivencia comuntária em uma busca desenfreada e gananciosa de uma alta satisfação insatisfatória. Sempre em busca do mais sem se importar com o preço moral e ético daquilo que se almeja.
Talves tudo isso seria diferente, se nos colocássemos frente às nossas realidades, ou, à nossa realidade sem essa mascara, essa armadura que proteje e deixa-nos inflexíveis ao dialogo. Poderiamos traduzir essa fome de Paz individualista, em fome de amor solidarizada. Talves até que viver seja bem isso. Buscar no outro solidariamente, aquilo que nos completa. É enxergar o que o ser humano de fato é, e não validá-lo por aquilo que ele produz. Nessa idéia, poderiamos abolir de todo nosso meio de vivencia, a busca pela grandiosidade meramente ilustrativa que é a que somos obrigados pela Sociedade a aderir como meta deixando de lado o valor interior de crescimento psicológico que, baseado no Amor, nos traria um equilibrio entre o corpo e a mente, a razão e a emoção, entre o Social e o Espiritual.
Peçamos a Deus que nos ilumine e nos dê serenidade diante desse grão de areia colossal que atende por Ser Humano.