domingo, 23 de janeiro de 2011

Inforúnio


Existem dias que não deveriamos se quer, levantar da cama.
O Estado com a sua incompetência, o coração com com a sua burrice.
O que salva é poder sentir os braços envolta de ti, de uma ariana
que a muito tempo não via e me fez sorrir.
Tudo é crescimento, tudo vale, tudo é base.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vestido Estampado.


Ah vestido Estampado...
Quantas vezes sonhei contigo dividindo espaço com meu blazer.
No teu gingado sonhei com tua dança na arena do meu quarto.
Embalando sobre teu o fruto do meu querer por você.
Mas ja, Vestido Estampado,
fazer o coração te suportar tornou-se insuportavel.
Divide teu espaço com tuas dores e toda a naftalina que puder abraçar.
Limpa as cinzas que cairam em teu bordado, enfeiando tua estampa.
Se te convem, reza o teu carnaval, porque a festa da minha vida ja começou.
Nobre vestido Estampado,
Tua maciez tornou para ti as mais duras pedras do teu caminho.
As minhas, misturei com as lagrimas do meu peito
E as fiz asfalto onde vou, enfim, sem pesar, gritar o meu 08 de março.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Amor que é Amor nunca morre... (???)


Amor que é Amor nunca morre, me disse um amigo
pra sempre guardei a lembrança do que ele falou.
e vendo os problemas do mundo eu pensava comigo
é gente que errou na procura e se decepcionou.
E sempre que eu me interrogava, era a mesma resposta

Amor que é Amor nunca morre, eu tornava a dizer.
E em noites sem nuvens me vi contemplando as estrelas
e ao ve-las brilhar novamente é que eu pude entender.

Amor que é Amor nunca morre, mas pode esse fato se dar.
Que as nuvens escuras do tempo,
por tempo sem fim, não o deixa brilhar.

Amor que é Amor nunca morre, esse amigo repete.
Concordo e não vou contestar que não tenha razão.
Mas penso que este amor que hoje ganhas as manchetes
é mais egoismo que amor, é loucura, é paixão.

E sempre que eu vejo ao redor essa facilidade
de gente que pede outra chance, outro amor, outro lar
Eu penso nas flores mirradas daquele canteiro
que algum jardineiro esqueceu ou não quis cultivar.

Amor que é Amor nunca morre, mas pode também suceder
que assim como certas roseiras que não se cultiva não chegue a crescer.

Amor que é Amor nunca morre, mas pode também suceder.
Que a falta de quem o cultive, ele fica pequeno e não chegue a crescer.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inquietude

Quisera eu, coração,
Apanhar o que anima essa agitação,
que carrego, cá, dentro de ti.
Não sei de onde vens
Nem sei pra onde vais.
Só sei, musculo involuntário,
que além de cumprir tuas funções naturais
ainda sim, mantém-te inquieto e
em busca de Paz.
Agita-me de tal forma que, até o espírito se enflama
e cordialmente com sua Criação, entra em sintonia.
O teu compasso, vem de encontro aos meus passos
e te transpassa além dos olhos
fazendo de mim, o que muitos entende
como humano.
Quizá, em tua corte, prevaleça a brisa do teu RUAH.






sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sina Viciada


Maldita sombra que me perturba,
me tira o sono e a paz.

Maldita cobra que vem sem pestanejar,
se aloja no meu 1º de janeiro e me faz o estomago enjoar.
Maldita verdade
que em todo meu inicio de ano se faz presente,
detona minha mente,
e me faz, todo carnaval, a fantasia cair, a banda parar de tocar.

Maldito olhar que prende minha alma a ti
Que te autoriza quase que por escrito
Pisar no meu àtrio.
Renda-te a mim, Cálice que me deposita débito.
É contigo que me banho, me acanho e me faço perder.
É contigo que brindo minha desglória.
Tu que reenflama minhas chagas,
Me toma a mão ao teu redor;
Faz-me te abraçar,
E ao meu espelho em teu nível,
Faz derramar-me sobre meu próprio peito.

Maldito segundo em que rogara a Deus a cegueira
Pra que o coração não sentisse o que a mente nele o cravava cumpindo-se-à tal Sina.
Este maldito calice, que se mistura em minha veia.

Este amargo gosto que repito a cada ano.
Fogos, explosões, areia.
Inútil circo.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


De burgueses todos nós temos um pouco, outro pouco de poetas e de loucos. Rebeldes, todos fomos uma vez. Campeões da liberdade imaginada, cavalgando rocinantes pela estrada. Repetimos o que Dom Quixote fez. Nos armamos cavaleiros da cruzada do Amor. Nos tornamos justiceiros seja onde e como for. Uma ideia na cabeça, um diploma em cada mão e umas vinte frases feitas com sabor de Religião. Um milhão de preconceitos contra quem for diferente e umas vinte frases feitas revelando a nossa mente. E esse jeito todo esperto de ser intelectuais, mas se alguem chegar mais perto, vê poeira, nada mais.Cidadãos bitolados, a verdade siscamos e aceitamos somente o que acata os ouvidos. Somos muito atrevidos com Deus porque não intervem e não vem e corrige a burrice dos homes. Doutores de um só livro ou de uma teoria. Cuspimos a cada dia no prato que Ele temperou.De burgueses todos nós temos um pouco e outro pouco de poetas e de loucos. E rebeldes, todos fomos uma vez. Campeões de uma liberadade imaginada cavalgando rocinantes pela estrada. Repetimos o que dom Quixote fez, repetimos o que dom Quixote fez.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coração Alienado




Meu coração as vezes foge do seu criador,


Meu coração as vezes age sem razão.


Ganhou amor mas muitas vezes não quer dar amor,


Que será que está faltando pro meu coração?




Talvez lhe falte mais religião,


Talvez lhe falte um pouco de oração.


Talvez lhe falte repartir o pão,


Talvez lhe falte ser mais cirineu.


Talvez lhe falte um pouco mais de luz,


Talvez lhe falte um pouco mais Jesus,


Talvez lhe falte compreender a Cruz e


Usar um pouco menos a palavra Eu.